Mulheres são maioria do eleitorado gaúcho, mas só três disputam as duas vagas do estado no Senado
O Rio Grande do Sul vai às urnas em 4 de outubro com 8.526.233 eleitores aptos, segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS).

O Rio Grande do Sul vai às urnas em 4 de outubro com 8.526.233 eleitores aptos, segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS). Além de presidente, cada eleitor e eleitora escolhe governador, deputado federal, deputado estadual e, este ano, dois senadores. Das 13 candidaturas registradas para o Senado no estado, apenas três são de mulheres. As disputas pela Presidência e pelo governo estadual ocupam a maior parte do debate público, enquanto cargos legislativos recebem menos atenção. Nas redes sociais, circulam vídeos que propõem que eleitores de direita, de esquerda ou de centro votem apenas em mulheres para o Legislativo. Quem defende a proposta argumenta que o Congresso tem hoje baixa presença feminina e que a mudança poderia renovar a composição das casas. Duas vagas e nenhum candidato à reeleição O cenário gaúcho para o Senado é o mais aberto em quatro décadas. Os senadores Paulo Paim (PT) e Luis Carlos Heinze (PP), cujos mandatos terminam em janeiro de 2027, não disputam a reeleição. A última vez que o estado teve duas vagas em disputa sem nenhum ocupante na corrida foi em 1986, durante a redemocratização, quando o então PMDB elegeu José Fogaça e José Paulo Bisol. A terceira cadeira gaúcha é de Hamilton Mourão (Republicanos), eleito em 2022 com mandato até 2031. Quando há duas vagas, cada eleitor vota em dois candidatos diferentes . Não existe segundo turno: os dois mais votados são eleitos para mandatos de oito anos. O Rio Grande do Sul elegeu duas mulheres para o Senado. A primeira foi Emília Fernandes, eleita em 1994 pelo PTB. Ela tentou a reeleição em 2002 e não voltou ao cargo. No ano seguinte, assumiu a recém-criada Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres no primeiro governo Lula. A segunda foi Ana Amélia Lemos (PP), eleita em 2010 com mais de 3,4 milhões de votos, 29,54% dos votos válidos, numa eleição em que Paim ficou com a outra vaga. Desde então, a bancada gaúcha no Senado é formada só por homens. No país, o Senado tem hoje 15 senadoras entre 81 parlamentares. Este ano, 54 das 81 cadeiras estão em disputa. As candidaturas femininas ao Senado chegaram a 69 em todo o país, 22% do total, contra 58 em 2022 e 62 em 2018. É a primeira vez desde 2014 que todos os estados e o Distrito Federal têm pelo menos uma mulher concorrendo. Quatro senadoras buscam a reeleição: Leila Barros (PDT-DF), Eliziane Gama (PSD-MA), Soraya Thronicke (PSB-MS) e Zenaide Maia (PSD-RN). Manuela D’Ávila (Psol) , jornalista e escritora de 45 anos, concorre pela Coligação com o Povo, que reúne partidos da base do governo federal no estado. Ela foi vereadora de Porto Alegre de 2005 a 2007, deputada federal de 2007 a 2015 e deputada estadual de 2015 a 2019, ainda pelo PCdoB. Em 2018, foi candidata a vice-presidenta na chapa de Fernando Haddad (PT) e, em 2020, disputou o segundo turno da eleição para a prefeitura de Porto Alegre. Os suplentes são Henrique Fontana (PT) e Lucas Caregnato (PT). A mesma coligação lançou Paulo Pimenta (PT) para a
Fonte: BRASIL DE FATO


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