Resgatar a luta de classes no Brasil
Pelo menos metade da sociedade brasileira foi acometida de uma grave doença que ataca a alma e busca dividir a classe trabalhadora.

Pelo menos metade da sociedade brasileira foi acometida de uma grave doença que ataca a alma e busca dividir a classe trabalhadora. Essa enfermidade sustenta uma posição política que tem sua origem nos ataques históricos da burguesia e do imperialismo — forças que SE apoiam no aprofundamento da exploração do trabalho, na privatização de setores estratégicos, na violência contra o povo e quem organiza a resistência de classe e na intensa difusão da mentira como arma de guerra. Esse cenário SE reflete nitidamente a 12 dias da eleição de 4 de outubro. Em março de 1964, uma década após o suicídio de Getúlio Vargas, as senhoras e os senhores da Casa Grande realizaram a Marcha da Família com Deus pela Liberdade . Era preciso “salvar o Brasil dos comunistas” que estavam no poder e impedir Cuba de invadir o país. A marcha fascista antecedeu o golpe de 1º de abril. Os fascistas repetiam aos quatro ventos — em seus jornalões, dentro das igrejas e nos quartéis — que o comunismo tomaria o país por meio das reformas de base do governo de João Goulart. Os EUA comandaram a ação que impôs 21 anos de escuridão, terror, corrupção e morte. O discurso anticomunista sempre foi puxado pelos porta-estandartes dos poderosos. Dizia-SE que os comunistas comiam crianças, roubavam casas, terras e tudo o que as pessoas possuíam , além de destruírem a família. Hollywood propagava intensamente essa mensagem contra o “inferno vermelho”. Propagou-SE por décadas que os EUA haviam derrotado o nazismo, uma mentira difundida para esconder que a Casa Branca tudo fez para que Hitler derrotasse a URSS. Eles perderam na história, mas ganharam a narrativa por meio da mentira na batalha de ideias. Mesmo não sendo um partido revolucionário, o PT mobilizou amplas massas trabalhadoras, reuniu diversas correntes do campo da esquerda (inclusive organizações e militantes comunistas) e sintetizou a resistência contra a burguesia e o imperialismo no Brasil. Com a chegada de Lula à Presidência em 2002, inúmeras açõES sociais foram desenvolvidas — algumas iniciadas antes, no governo FHC, como a Comunidade Solidária, que antecedeu o Fome Zero. Entretanto, o partido não realizou as reformas estruturais exigidas pelo povo brasileiro: agrária, urbana, sanitária, universitária, financeira e educacional. Mesmo assim, a burguesia e o imperialismo não aceitaram que as políticas sociais oferecessem condições para que as massas passassem a ter acesso a um novo padrão de vida , usufruíssem de bens de consumo e que o Brasil saísse do mapa da fome. Para as oligarquias agrárias e detentoras de grandes capitais, serviçais do imperialismo, isso foi inaceitável. Já em 2004, a grande imprensa gestou o “mensalão”, acusando o PT de corrupto por manter uma relação de fisiologismo que sempre existiu entre os poderes da República. Mais tarde, criaram a Lava Jato, aplicando a guerra de novo tipo disseminada pelo Pentágono, que resultou na prisão de Lula . Antes, porém, uma prática histórica de remanejamento do
Fonte: BRASIL DE FATO


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