“NÃO FECHEM NOSSAS ESCOLAS!” Pais fazem apelo ao prefeito Eduardo Pimentel e cobram futuro de alunos em 11 escolas de Curitiba
Famílias temem que estudantes sejam obrigados a deixar as escolas onde estudam após possível encerramento das turmas do 6º ao 9º ano. Mobilização cobra respostas urgentes da Prefeitura para 2027.

“NÃO FECHEM NOSSAS ESCOLAS!” Pais fazem apelo ao prefeito Eduardo Pimentel e cobram futuro de alunos em 11 escolas de Curitiba
A preocupação com o futuro de centenas de estudantes da rede municipal de Curitiba está provocando mobilização entre pais, professores e comunidades escolares. Diante da possibilidade de encerramento gradual das turmas do 6º ao 9º ano em 11 escolas municipais, famílias fazem um apelo ao prefeito Eduardo Pimentel: que a Prefeitura preserve a continuidade dos estudos e não prejudique as crianças com uma eventual reorganização da rede de ensino.
Um vídeo encaminhado ao portal Notícias de Curitiba registra a mobilização da comunidade da Escola Municipal Albert Schweitzer. Nas imagens, participantes exibem uma faixa com um recado direto ao chefe do Executivo municipal:
“Prefeito Pimentel, somos contra o fechamento das turmas de 6º ao 9º anos na E.M. Albert Schweitzer.”
Embora o vídeo retrate a mobilização dessa unidade, o debate envolve outras dez escolas municipais mencionadas nas denúncias sobre possíveis mudanças para o ano letivo de 2027.
Alunos poderão perder a oportunidade de continuar nas mesmas escolas
A principal preocupação das famílias é com o futuro dos estudantes que atualmente estão no 5º ano e pretendem continuar na mesma instituição a partir do 6º ano.
Se a Prefeitura decidir interromper a abertura de novas turmas, esses alunos poderão precisar ser transferidos para outras escolas.
A mudança poderá trazer consequências importantes, especialmente para famílias que dependem de unidades próximas de suas residências.
Entre os principais riscos estão o aumento do tempo de deslocamento, dificuldades de transporte, alterações na rotina dos responsáveis e a perda da continuidade de projetos pedagógicos desenvolvidos pelas instituições.
Também existe preocupação com estudantes com deficiência e outras necessidades educacionais específicas, que já contam com acompanhamento e adaptações nas unidades onde estudam.
O que está ameaçado, caso a reorganização seja concretizada, é a possibilidade de muitos alunos continuarem nas escolas onde construíram sua trajetória educacional.
Até o momento, não há confirmação oficial de que essas crianças ficarão sem matrícula na rede de ensino.
Onze escolas estão no centro da preocupação
As unidades mencionadas nas discussões sobre a possível reorganização são:
Escola Municipal Albert Schweitzer;
Escola Municipal Papa João XXIII;
Escola Municipal São Miguel;
Escola Municipal Cândido Portinari;
Escola Municipal Erasmo Pilotto;
Escola Municipal Herley Mehl;
Escola Municipal Julia Amália Di Lenna;
Escola Municipal Maria Clara Brandão Tesserolli;
Escola Municipal Prefeito Omar Sabbag;
Escola Municipal Novo CAIC Guilherme Lacerda Braga Sobrinho;
Unidade de ensino Durival Britto e Silva.
Essas escolas fazem parte do debate sobre a oferta dos anos finais do ensino fundamental, mas a inclusão na relação não significa que o fechamento tenha sido oficialmente decidido.
Sindicato alerta para possível fechamento gradual a partir de 2027
O Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (SISMMAC) denuncia a possibilidade de uma reorganização que começaria pela suspensão da abertura de novas turmas de 6º ano em 2027.
Segundo a preocupação apresentada pela entidade, o processo poderia avançar progressivamente para as demais séries, até que as unidades deixassem de oferecer os anos finais do ensino fundamental.
O sindicato também estima que mais de 300 profissionais do magistério poderão ser afetados caso essa mudança seja implementada.
Em manifestações anteriores, a Secretaria Municipal da Educação confirmou que realiza estudos sobre a organização dessa etapa do ensino, mas informou que nenhuma decisão administrativa definitiva sobre o encerramento das turmas havia sido formalizada.
A diferença entre os alertas do sindicato e a posição da Prefeitura aumenta a necessidade de esclarecimentos públicos.
Famílias cobram diálogo e respeito à comunidade escolar
Para as famílias, uma decisão com consequências tão importantes não pode ser tomada sem a participação dos responsáveis, professores e conselhos escolares.
O fechamento de turmas não representa apenas a reorganização de vagas. Uma possível transferência também pode modificar a vida de estudantes que frequentam as mesmas instituições há anos.
As comunidades precisam saber quais escolas continuarão oferecendo o 6º ao 9º ano, quais unidades poderão receber alunos transferidos e quais medidas serão adotadas para preservar a qualidade do ensino.
Também é necessário esclarecer se haverá transporte adequado, continuidade dos projetos educacionais e atendimento especializado para estudantes que necessitam desses serviços.
A comunidade quer ser ouvida antes de qualquer decisão que possa mudar o futuro educacional de seus filhos.
Prefeito Eduardo Pimentel, o que acontecerá com os estudantes?
A mobilização registrada em vídeo reforça uma cobrança que vai além da Escola Municipal Albert Schweitzer.
As famílias das unidades envolvidas na discussão precisam de respostas claras sobre o planejamento da Prefeitura para 2027.
A administração municipal deve esclarecer se haverá abertura de novas turmas de 6º ano, quais critérios estão sendo utilizados nos estudos e se existe uma proposta concreta de transferência de estudantes.
Outra pergunta exige atenção: caso as turmas sejam encerradas gradualmente, quem garantirá que os alunos terão condições adequadas de continuar estudando?
A aproximação do próximo ano letivo torna essas informações ainda mais necessárias.
Pais não podem ficar sem respostas sobre onde seus filhos estudarão em 2027.
Comunidade pede que as escolas sejam preservadas
O apelo apresentado no vídeo representa a preocupação de uma comunidade que deseja preservar o ensino oferecido pela Escola Municipal Albert Schweitzer.
Ao mesmo tempo, a discussão envolve o futuro de outras unidades e de famílias que dependem da rede pública municipal.
O Notícias de Curitiba considera fundamental que a Prefeitura apresente os estudos realizados, esclareça as alternativas consideradas e assegure a participação das comunidades escolares no processo.
Até que exista uma decisão oficial, o possível encerramento das turmas deve ser tratado como uma hipótese em discussão, e não como fechamento confirmado.
Notícias de Curitiba continuará cobrando respostas
O portal Notícias de Curitiba seguirá acompanhando a situação e dando espaço às manifestações de pais, professores, sindicatos e representantes da administração municipal.
As famílias têm direito à informação, ao diálogo e ao planejamento necessário para garantir a continuidade da educação de seus filhos.
O recado dos moradores é claro: prefeito Eduardo Pimentel, ouça as comunidades escolares e esclareça o futuro das turmas do 6º ao 9º ano nas 11 escolas de Curitiba.
O portal mantém espaço aberto para que a Prefeitura Municipal de Curitiba e a Secretaria Municipal da Educação apresentem esclarecimentos atualizados sobre o assunto.
Assista ao vídeo com o apelo da comunidade e acompanhe a mobilização em defesa das escolas municipais de Curitiba.
Fonte das informações: Notícias de Curitiba; SISMMAC; Prefeitura de Curitiba

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