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Política

Pesquisas mostram disputa apertada entre Lula e Flávio Bolsonaro na reta final da eleição

Quaest e BTG/Nexus apontam empate técnico entre os dois candidatos, enquanto analista avalia que a campanha ainda provoca pouca movimentação no eleitorado.

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Urna eletrônica da Justiça Eleitoral preparada para as Eleições de 2026.
Urna eletrônica modelo UE2022, utilizada pela Justiça Eleitoral nas Eleições Gerais de 2026.Crédito: Alejandro Zambrana/Secom/TSE

A menos de duas semanas do primeiro turno das eleições de 2026, novas pesquisas divulgadas nesta segunda-feira (21) mostram uma disputa apertada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL). No levantamento Quaest, Lula aparece com 37% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro registra 33%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois aparecem tecnicamente empatados no limite da margem. Augusto Cury (Avante) tem 6%, Ronaldo Caiado (PSD), 4%, Renan Santos (Missão), 3%, e Romeu Zema (Novo), 1%. A pesquisa Quaest entrevistou presencialmente 2.004 eleitores entre 17 e 20 de setembro. O nível de confiança informado é de 95%, e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06004/2026. Em uma simulação de segundo turno entre Lula e Flávio, o senador aparece numericamente com 42% e o presidente com 41%. A diferença também está dentro da margem de erro e, portanto, não permite apontar vantagem estatisticamente conclusiva de um dos candidatos. Outro levantamento divulgado no mesmo dia, realizado pela Nexus para o BTG Pactual, apresenta quadro semelhante. Lula registra 40% no primeiro turno, contra 37% de Flávio Bolsonaro. No confronto direto de segundo turno, os percentuais são de 46% para Lula e 45% para Flávio, novamente dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. A Nexus ouviu 2.006 eleitores entre 18 e 20 de setembro. Os resultados reforçam um cenário de pequenas oscilações entre as rodadas recentes. Mudanças de um ou dois pontos precisam ser interpretadas levando em conta a margem de erro de cada levantamento e não significam, isoladamente, uma mudança consolidada de preferência do eleitorado. Na avaliação da cientista política Daniela Costanzo, pesquisadora do Cebrap ouvida pelo programa Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, a campanha tem apresentado pouca movimentação capaz de provocar alterações maiores nas pesquisas. Ela classificou o momento como uma campanha “morna” e apontou menor entusiasmo de parte do eleitorado. Trata-se de uma análise da pesquisadora sobre o cenário político, e não de uma conclusão dos levantamentos eleitorais. A Quaest também perguntou aos entrevistados sobre a repercussão do caso envolvendo o Banco Master. Segundo o levantamento, 21% associaram efeitos negativos do episódio à família Bolsonaro, ante 15% na rodada anterior. Outros 37% disseram que o caso afeta diferentes atores de forma generalizada, 16% citaram o Supremo Tribunal Federal e 11% mencionaram o governo Lula. Ao mesmo tempo, 62% dos entrevistados pela Quaest disseram que o assunto não deve influenciar sua escolha eleitoral, enquanto 7% afirmaram que poderiam mudar o voto em razão das denúncias e das repercussões do caso. Os números divulgados nesta segunda-feira representam fotografias do momento em que as entrevistas foram realizadas e não previsões do resultado das urnas. O primeiro turno das eleições gerais ocorrerá em 4 de outubro, e eventual segundo turno está marcado para 25 de outubro, conforme o calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral.

Fonte: Quaest; Nexus/BTG Pactual; Tribunal Superior Eleitoral; Brasil de Fato

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