Candidato do PCB ao Senado por SP defende jornada de 30 horas e reindustrialização do país
Candidato do PCB ao Senado por SP, o pedagogo e diretor na rede pública de educação Petter Maahs critica a demora do poder Legislativo em aprovar a redução da jornada de trabalho e o modelo de segurança pública militariz

Candidato do PCB ao Senado por SP, o pedagogo e diretor na rede pública de educação Petter Maahs critica a demora do poder Legislativo em aprovar a redução da jornada de trabalho e o modelo de segurança pública militarizada adotado historicamente pelos governos estaduais, além de defender a reindustrialização do país em oposição ao modelo neoliberal que ganhou força a partir dos anos 1980 no Brasil. Em entrevista ao Conexão BdF , da Rádio Brasil de Fato , Maahs defende que a aprovação do fim da escala 6×1 seja a máxima prioridade. “A gente lamenta que isso não tenha sido aprovado já. Acreditamos que é possível estabelecer na sociedade brasileira uma jornada de 30 horas. A vida não é só trabalho e a gente acredita que a redução da jornada é importante também para a saúde dos trabalhadores”, afirma. Ao comentar o debate sobre a PEC da Segurança Pública, o candidato critica o modelo de polícia militarizada. A desmilitarização da PM e o fortalecimento da Polícia Civil são importantes”, resume. Além disso, critica a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), que promoveu desmonte de áreas importantes da polícia, como a investigação e a proteção às mulheres, em um estado em que o feminicídio vem aumentando. Maahs também chama a atenção para a declaração do candidato Ricardo Salles de que a segurança pública esteve na mão da esquerda e, por isso, fracassou. “A segurança pública é de responsabilidade do governo do estado, que nunca esteve na mão da esquerda, então isso é uma mentira para confundir o povo”, destaca. O candidato denuncia a forma com que a direita SE utiliza do medo para defender pautas relativas à segurança e como há um desprezo à vida. “Eles transformam a violência em espetáculo para poder capitalizar no momento da eleição”, alerta. Com relação à autorização de exploração de petróleo na margem equatorial , o candidato defende a soberania energética do país e critica que as decisões nesse setor estejam, muitas vezes, submetidas ao lucro de empresas privadas. Além disso, conta que o PCB defende a reindustrialização do país. “O Brasil tem passado por um processo de desindustrialização, fruto de um modelo neoliberal baseado na exportação de commodities e de ênfase no setor financeiro, e tem deixado de lado o processo de industrialização do país, que é onde SE gera o emprego de qualidade. A gente defende a soberania energética do país, para que tanto petróleo quanto terras raras sejam explorados e sirvam de financiamento para as políticas públicas”, afirma. “Por outro lado, a gente também defende que essa exploração seja racional e coordenada pelo Estado brasileiro. Por isso, a gente defende que esse modelo exploratório seja controlado pelos conselhos populares de trabalhadores de riquezas naturais. É o Estado sob controle social”, destaca. “As decisões atuais têm sido tomadas a revelia da população e por empresas privadas que visam o lucro.” Durante o horário eleitoral, até 1º de outubro, o jornal Conexão BdF vai ao ar em duas
Fonte: BRASIL DE FATO


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