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Economia

Sindicatos criticam reestruturação e apontam perdas após greve

A greve nacional dos trabalhadores dos Correios chegou ao fim na quinta-feira (24) com um saldo considerado negativo por lideranças sindicais ouvidas pelo Brasil de Fato .

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Arte ilustrativa de trabalhadores dos Correios em mobilização após greve, com destaque para críticas sindicais à reestruturação da empresa.
Arte ilustrativa sobre o fim da greve dos trabalhadores dos Correios e as críticas de sindicatos à reestruturação da empresa. — Crédito: Arte gerada por IA / Notícias de Curitiba

A greve nacional dos trabalhadores dos Correios chegou ao fim na quinta-feira (24) com um saldo considerado negativo por lideranças sindicais ouvidas pelo Brasil de Fato . Apesar de o Tribunal Superior do Trabalho (TST) ter considerado a paralisação não abusiva, ter impedido o desconto dos dias parados e ter fixado reajuste salarial de 4,09%, os dirigentes apontam perdas em direitos, especialmente no plano de saúde, e afirmam que a mobilização não conseguiu interromper uma reestruturação que já fecha unidades e reduz o quadro da estatal.

“Essa greve foi imposta pela atual gestão da empresa ao não querer negociar, pelo menos manter o que a gente tem no nosso acordo coletivo e dar o reajuste da recomposição da inflação”, afirma Wilton dos Santos Lopes, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos de Mato Grosso do Sul (Sintect-MS). O TST determinou reajuste de 4,09%, retroativo a 1º de agosto, abaixo dos 4,35% oferecidos na proposta dos Correios, rejeitada nas assembleias antes da paralisação.

Das 80 cláusulas analisadas no dissídio, 73 foram mantidas. Outras seis foram excluídas: liberação de dirigentes sindicais; garantia de pagamento dos salários no último dia útil bancário do mês; grupo paritário para revisão de processos administrativos disciplinares; programa habitacional para empregados; liberação de trabalhadores eleitos para conselhos dos Correios, da Postal Saúde e do Postalis; e a gratificação de férias de 70%.

A decisão também alterou a cláusula do plano de saúde, principal ponto de impasse da campanha salarial. Pelo novo modelo acolhido no julgamento, os Correios deixam de figurar como mantenedores do benefício e passam a oferecer um subsídio empresarial, com adesão facultativa pelos trabalhadores.

O atual Correios Saúde II permanece enquanto as novas regras não forem implementadas. Para Suzy Cristiny, presidenta do Sintect-AC e secretária de imprensa da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect), o resultado “traz preocupações para toda a categoria”.

“Afeta diretamente cláusulas importantes, principalmente o plano de saúde. A categoria dos Correios é uma categoria que está suscetível a muitos riscos no trabalho, e o plano de saúde é fundamental”, afirma.

O julgamento encerra a paralisação iniciada em 10 de setembro, mas não o conflito em torno dos rumos da empresa. Para Wilton, a política que vem sendo aplicada para enfrentar a crise financeira pode aprofundar os problemas operacionais da estatal.

“Infelizmente, esse plano de reestruturação dos Correios, ao nosso ver, é a destruição dos Correios”, diz.

Fonte: BRASIL DE FATO

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